Projetos de Inovação Docente 2025: Direção de Graduação aprova 27 propostas

As iniciativas abrangem desde aprendizagem ativa até práticas inclusivas, fortalecendo a inovação pedagógica e atendendo aos padrões de acreditação. Com financiamento de até 5 milhões de CLP e prazo de execução de dois anos, estes trabalhos potencializam o papel inovador de nosso Plantel em ensino superior.

Um professor assinala uma grande tela, na qual são exibidas linhas de código de computador, durante uma aula em um ambiente educacional tecnológico.

Com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de propostas inovadoras que melhorem qualitativamente o ensino e os resultados de aprendizagem dos estudantes da Usach, a Direção de Graduação da Vice-reitoria Acadêmica convoca anualmente professoras e professores a se candidatarem ao fundo do concurso para Projetos de Inovação Docente (PID). 

Na chamada de 2025, foram selecionados 27 projetos, cuja execução teve início em 18 de agosto. Para isso, contam com um financiamento de 5 milhões de CLP e um prazo de dois anos. 

diretor de Graduação, José Luis Llanos Ascencio, salienta que os PID, além de seus propósitos pedagógicos, têm uma relevância adicional, pois atendem aos critérios e padrões da Comissão Nacional de Acreditação para instituições de ensino superior. 

"De fato, o Critério 4 (Pesquisa, Inovação Docente e Melhoria do Processo Formativo) exige que as universidades desenvolvam ações de pesquisa e/ou inovação sobre sua experiência docente que impactem positivamente no processo formativo, tanto no aspecto disciplinar quanto no pedagógico, de acordo com o projeto institucional", pontua. 

Nessa linha, acrescenta que, desde sua criação em 1997, sob o nome de Projetos de Desenvolvimento Docente, "mais de 500 iniciativas receberam recursos, que tiveram um impacto significativo no trabalho dos professores da Usach e na aprendizagem dos estudantes da Universidade". 

PID 2025

Os 27 projetos selecionados seguem linhas de inovação definidas nas bases do concurso, concentrando-se em: Aprendizagem Ativa (12 propostas); Aprendizagem situada em atividades práticas complementares ao plano de estudos (5 propostas); Inovação no ensino no ciclo de formação terminal (4 propostas); Aprendizagem mediada pela tecnologia educacional (3 propostas); Práticas inclusivas no desenvolvimento do ensino (2 propostas); e Projetos de continuidade (1 proposta). 

Para avaliar as candidaturas, foram constituídos Comitês de Avaliação, formados por pares pertencentes a uma área disciplinar comum e à nossa instituição de ensino, em especial aqueles que integram o Círculo de Inovação Docente do Departamento de Inovação Educacional (Inned). 

chefe da Área de Projetos da Direção de Graduação, Victoria González Escalona, destaca que a chamada de 2025 "se destaca por uma concentração de projetos aprovados na linha de inovação 'Aprendizagem Ativa', que visa fortalecer a aprendizagem profunda e significativa dos estudantes, a partir de métodos e estratégias pedagógicas ativas, participativas e colaborativas, que envolvam as e os estudantes em seu próprio processo de aprendizagem.

A lista completa das propostas selecionadas e as linhas de inovação a que pertencem podem ser consultadas no seguinte link.

Vozes dos PID

A professora Daniela Medina Núñez, do Departamento de Física, é autora do projeto 'A horta/estufa: um ponto-chave para nossa consciência ambiental e um laboratório natural para o fortalecimento das habilidades científicas na disciplina de Biologia do Cotidiano e bases físicas dos seres vivos com perspectiva de gênero e abordagem emocional'. 

A acadêmica decidiu propor uma iniciativa com essas características porque ela integra conhecimentos indígenas, camponeses e locais não científicos, promovendo sua revalorização no contexto educacional. "Sempre que trabalho na horta/estufa, ocorre uma aprendizagem significativa nos estudantes, são desenvolvidas habilidades sociais e científicas, e é criado um espaço de reflexão para oferecer respostas à crise ambiental que estamos atravessando", explica.

O professor Alejandro Iturra González, acadêmico da Escola de Medicina, é responsável pelo projeto 'Expansão do laminário anatômico inclusivo: integração de aspectos auditivos e design 3D para a aprendizagem em Ciências da Saúde'. Explica que uma situação específica nos laboratórios de Anatomia Humana motivou este projeto. "Uma estudante de Fisioterapia com deficiência visual foi incluída no curso. Isso nos colocou diante do desafio de buscar alternativas ao método tradicional de ensino da anatomia humana", indica.

"Buscamos garantir que todas e todos os estudantes, independentemente de suas capacidades visuais, tenham acesso equitativo a experiências de aprendizagem significativas. A combinação de recursos táteis tradicionais com tecnologias 3D não só moderniza o ensino, mas também estabelece as bases para uma educação médica mais inclusiva, acessível e de excelência", assegura. 

Por sua vez, o professor José Luís Cerva Cortés e a Dra. Yamille Kessre Pizarro são autores do projeto 'Simulação em ensino interativo elaborando quadros magnéticos dinâmicos para explicar patologias parasitárias na interação médico-paciente'. 

"As e os estudantes compreendem melhor os conteúdos quando conseguem visualizar e experimentar o processo clínico, desde a fisiopatologia até a comunicação com o paciente", afirmam. Os quadros magnéticos dinâmicos combinam elementos visuais, táteis e informativos para recriar situações reais entre médico e paciente, explicam. "Isso não só reforça a aprendizagem significativa de conceitos complexos, mas também estimula a participação ativa e a reflexão crítica", enfatizam os autores.

No âmbito pedagógico, espera-se ter impacto na aprendizagem cognitiva, no desenvolvimento de soft skills e na motivação dos estudantes. "O projeto busca tornar a sala de aula um espaço vivo de interação e construção do conhecimento", destacam.

Confira a matéria completa aqui.

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