O IDEA-USACH e Flacso Ecuador analisam as tensões entre os EUA e a América Latina diante das O IDEA-USACH e Flacso Ecuador analisam as tensões entre os EUA e a América Latina diante das operações da China na região

No contexto do Plano Operativo Estratégico do Instituto de Estudos Avançados (IDEA) realiza uma visita o Dr. Ernesto Vivares, diretor do Doutorado em Estudos Internacionais de Flacso Ecuador (Quito), programa que leva adiante uma convenção-quadro com o Doutorado em Estudos Americanos de nossa Casa de Estudos.

Duas pessoas estão discutindo um projeto enquanto, ao fundo, outras pessoas fazem o mesmo.

Como uma instância para trocar experiências e conhecimentos, especialistas internacionalistas do IDEA-USACH e Flacso Ecuador, se reuniram para analisar a contingência regional diante aos novos cenários das potências dominantes do sistema internacional e sua influência na América Latina.

Nesta oportunidade, contou-se com a destacada visita do pesquisador Ernesto Vivares, Ph.D. em Política, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido e especialista em temas de economia política internacional do desenvolvimento, financiamento do desenvolvimentos e o regionalismo latino-americano. 

O professor convidado, que também é responsável da Rede de Pesquisa em Relações Internacionais de Flacso Latinoamérica, participou na palestra “Projeção da Tensão EUA com AMLC pela presença chinesa: impacto nas relações econômicas, políticas e internacionais”, na que refletiu junto às e os pesquisadores do IDEA-USACH, a Dra, Evguenia Fediakova, o Dr. Fernando Estenssoro e o Dr. César Ross, Prêmio Nacional de História 2024. 

Entre algumas opiniões expressas pelos especialistas sobre o atual contexto mundial, enfatizou-se que, embora na academia latino-americana tem se instalado a ideia de uma “crise” do multilateralismo e do comércio internacional, a evidência mostra que os países não têm fechado suas economias nem abandonado tratados, pelo que ano existe uma crise estrutural comparável com a dos anos 30. 

Outra das ideias propostas na palestra foi que a crise parece narrada desde os Estados Unidos que, ao enfrentar a transição hegemônica com a China e o auge do capitalismo digital, interpreta seu próprio declínio comercial como um colapso do sistema global. O paradoxo é que os Estados Unidos declara em crise ao multilateralismo para justificar sua posição debilitada, enquanto o resto do mundo, incluída a América Latina, segue operando dentro desse mesmo sistema sem sinais de uma ruptura real.

Finalmente, o grande dilema da América Latina reside em determinar a que modelo de desenvolvimento optará no contexto da crescente reconfiguração geopolítica e econômica global.

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